Ruim de jogo

Mal sabia comer um cu mas se achava o cara.

Eu me vestia enquanto ele me contava das mulheres a quem ele tinha ensinado isso de sentir prazer sendo enrabadas.

Pura trova. O cara mal sabia comer um cu, quase morri de tédio enquanto ele me fodia se olhando no espelho. A barriguinha desabrochando no auge dos seus trinta aninhos, a pele branca levemente estriada, pernas até que bem torneadas, se sentindo quase um Rocco Sifredi com aquele pinto meia boca que, num esforço hercúleo, conseguia manter quase ereto.

Pegar no sono seria deselegante, então prossegui. Meia dúzia de reboladas e já era.

E agora ele queria me convencer. Ou se convencer, o fodão. Mas eu nem tinha tempo pra tanto. Corro, que o próximo cliente me espera dois andares abaixo.

E ainda que ninguém me esperasse, o período já estava estourando e eu sou puta, não lustradora de egos frágeis. Vazei.

moniqueprada

1 thought on “Ruim de jogo”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *